
Hoje, as palavras, as frases mais recorrentes, nas páginas dos jornais, dos periódicos, das homepages e dos telejornais têm ligação direta com a área ambiental. Até os discursos dos políticos têm sofrido mudanças. No tom, frases de efeito, que estão em moda na atualidade, tem sido incluídas, como: desenvolvimento sustentável, sustentabilidade, ambientalmente correto, dentre muitas outras.
Isso tem ocorrido por um simples motivo: o medo das conseqüências pelos “maus tratos” que demos à natureza até agora. Qualquer pessoa em sã consciência levanta a bandeira em prol do meio ambiente.
Mas que ação tem sido feita para melhorar a qualidade de vida da coletividade? E nós, o que estamos fazendo?
Um dia, minha mãe disse uma frase que me marcou muito: “as palavras comovem, mas o exemplo arrasta!”.
Sempre observei que a maioria dos políticos e até mesmo a maior parte da população optam sempre por caminhar no sentido do “comover”, ou seja, das palavras... e mais palavras! Mas, cadê as ações? Às vezes, o “arrastar” pode parecer complexo e difícil, pode até ter ares de peregrinação, mas, se feito em pequenas doses, surte um grande efeito no todo. O simples ato de separar o seu lixo para a coleta seletiva, de economizar a água no banho do dia-a-dia, de plantar uma árvore defronte a sua residência e, em especial, mudar seus hábitos de consumo já são formas de “arrasto” – ações, ao invés de apenas “comoção” – palavras.
A humanidade esteve negligente até pouco tempo atrás, no que se refere ao meio ambiente. Mas, mesmo diante do grande temor, das catástrofes, a gestão ambiental, a educação ambiental, o pensamento ambientalmente correto, ainda patinam diante deste famigerado capitalismo, do consumismo exacerbado, baseado no padrão da sociedade ocidental. Vivemos o mundo do ter, do status pelo que tem e não pelo que é!
"Não estou defendendo que é para voltarmos a viver nos padrões dos povos indígenas ou aborígines, mas, sim, de uma forma mais simples e adequada. Uma forma de manter os recursos naturais para os nossos filhos e netos."
No campo político – propriamente dito – também deve haver ações que “arrastam” e não apenas palavras que “comovem”. Creio que a mais apropriada que cabe aos cidadãos/eleitores é a busca pelas transformações qualitativas. Devemos começar pelos municípios, cobrando coisas simples das autoridades, como a implantação da coleta seletiva, a arborização de ruas e praças de forma adequada (e não plantar apenas coqueiros como estamos cansados de presenciar). Esse trabalho pode ser iniciado e incentivado pelo poder público local, mas a sociedade deve participar de forma ativa. As secretarias devem trabalhar de forma conjunta na busca de ações que privilegie o meio ambiente. Já a Câmara de Vereadores deve criar leis, discutir projetos, viabilizar a implantação de um código de postura ambiental para o seu município, dentre tantas funções que possui.
A sociedade deve estar disposta a buscar soluções ambientais mobilizadoras, que envolvam a todos, que cobrem dos pares, mas também cada um deve dar um pouco de si. Só assim haverá ações que “arrastam”, ao invés de palavras que apenas “comovem”.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Atender bem continua sendo um grande desafio das empresas Brasileiras, encontrar um padrão de comportamento adequado diante do Cliente tem sido o tema de muitos "treinamentos" que no máximo ensinam a equipe a sorrir, a repetir alguns gestos e frases mecanizadas e a aplicar algumas técnicas de fechamento. Lamentável. ATENDER é muito mais que isso. Ontem a noite fui a um hipermercado comprar uma camisa, (estarei na TV semana que vem e quero ir bem bonito, RBN - Belém-PA - Programa Mário Freitas), depois de uns 20 minutos escolhi uma bela camisa, embalada em uma belíssima caixa e ainda acompanhada por uma gravata, bem combinada, perfeito.
Perguntei a atendente do provador se ela teria uma camisa da mesma marca, com a mesma numeração para que eu esperimentasse, RESPOSTA: NÃO! Perguntei então se poderia retirar aquela da embalagem, RESPOSTA: NÃO! Perguntei a ela como então eu poderia me assegurar de que aquela camisa serviria, RESPOSTA: LEVANDO ASSIM MESMO, NÃO PODE TIRAR DA EMBALAGEM, SE NÃO SERVIR A GENTE TROCA! Perguntei então se não seria mais prático, já que eu ja estava lá, tirar a camisa, experimeta-la e se não servisse, recolocar na embalagem, RESPOSTA: NÃO TEM JEITO NÃO SENHOR! Percebi que aquele diálogo não ia acabar bem e optei por terminar a conversa e não fazer a compra! Não foi a primeira vez que deixei de comprar por me sentir mal atendido, mal recebido, mal tratado. Era evidente a postura distante da vendedora, também percebí claramente os jargões dos treinamentos técnicos, mas o negócio não era técnico, era humano. Acho que ela não percebeu que à sua frente estava um ser humano, gente mesmo, alguém que poderia ser seu Pai, irmão, tio, amigo...
Alguém que tem uma história, conflitos, alegrias, necessidades; Alguem que poderia estar passando por uma situação de constrangimento, mêdo, doença na família, desemprego, quem sabe?
Antes de Jargões de atendimento precisamos tratar o lado "GENTE" da nossa equipe. Quem atende precisa antes de tudo "gostar de gente", ser gente, entender e estar no processo de desenvolvimento pessoal. O profissional de vendas e atendimento precisa "SER" antes de "FAZER", atendimento é um processo de dentro pra fora, técnicas sem coração não servem pra nada, alíás, servem sim, pra irritar e menosprezar o cliente. Colocar nosso grupo de atendimento no processo de crescimento pessoal é a primeira e principal chave para se ter uma equipe eficaz. O que se perde pelo atendimento equivocado representa um percentual muito significativo para as empresas, portanto os investimentos nesta área devem ser encarados seriamente e o modelo de treinamento e cultura de atendimento devem contemplar antes de tudo a humanidade da equipe.
Também nesta questão ha o reflexo do atendimento interno, do ambiente, dos modelos de relação existentes. O ambiente é o campo onde o cliente interfere ao entrar em sua empresa, os efeitos deste ambiente, mesmo com as melhores técnicas, irão refletir diretamente no atendimento. Cuide, portanto, de ter um ambiente saudável, relações equilibradas e sensíveis, assertividade, cortezia, ternura, fraternidade, um abiente assim faz toda a diferença, o atendimento como sequencia deste tipo de ambiente não tem como ser ruim.
Pense nisso e bom atendimento . ( escrito por Múcio Moraes)
A adolescência é uma fase idealizada na nossa cultura e, sem dúvida refere-se à fase de conflitos, crises, dúvidas e angústias. Muitos pais planejam ocupar completamente o tempo de seus filhos, pensando em não sobrar espaços para os vícios, maus hábitos e coisas assim e para isso instalam verdadeiro regime militar, que antes não era exigido. Ou de tão difícil que acham aproximar-se do adolescente, preferem afastar-se e esperar a fase passar. O adolescente é alguém que está saindo da infância e ainda não chegou a idade adulta. É um ser em crise, em conflito. Esse momento é absolutamente necessário como etapa evolutiva. Não dá para se evitar. E no meio desse turbilhão de idéias e transformações, o jovem vai estabelecendo sua identidade. A instabilidade emocional, as tristezas ocasionais, os rompantes de ódio, as contestações, são parte do caminho para o crescimento. E em meio a tantos sentimentos diferentes emerge a mídia, a televisão, a internet, os videogames e esta vasta tecnologia digital, com telas coloridas, sinalizando a modernidade e o futuro.
É difícil pensar a sociedade sem trazer à cena os meios de comunicação social. Eles são presenças constantes onde quer que a vida aconteça. Refletir a esse respeito desenrola inúmeros fios de redes, nas quais se mesclam os relacionamentos sociais e tantas outras questões ligadas à sociedade e a nós mesmos. É real reconhecer que pela mídia eletrônica, especialmente pela televisão, o adolescente ingressa numa esfera pública que é comum ao adulto. Eles se configuram como um público que tem acesso aos temas da mídia, e é alvo de suas comunicações.
A mobilização da sociedade sobre o assunto nunca foi tão urgente, pois é visto que a audiência a qualquer custo está minando a qualidade e o estímulo a produções infanto-juvenis. Felizmente já podemos sentir que muitos pais e vários especialistas, assim como profissionais de mídia, mantêm uma preocupação em buscar a qualidade.
Neste contexto, torna-se fundamental fornecer subsídios para que os jovens questionem as ideologias que norteiam a produção midiática e estejam conscientes dos fatores que influenciam seu conteúdo. É preciso também que a juventude conheça as possibilidades de interagir com essas produções.
Na medida em que, os jovens de gerações recentes estão fortemente expostos às mensagens veiculadas pela televisão, torna-se fundamental discutir a leitura desse meio, tendo em vista suas múltiplas possibilidades de influência sobre o desenvolvimento adolescente.
A TV criada de forma a aproveitar ao máximo os conhecimentos gerados pelos outros meios de comunicação, como o cinema e o rádio, chega aos cinqüenta anos como uma fonte de estudos extensa e desafiadora.
Partindo da verdade de que a televisão é entretenimento, o jovem procura uma programação que o mantenha atento diante da tela. Ele quer sentir emoções, sem pedir por elas. Ele quer se sentir informado, sem se sentir ignorante. Ele quer aprender sem se sentir em uma escola. Sendo a TV formadora de opinião e de comportamento, ela reúne a velocidade da informação ao fascínio de suas imagens e integra todas as regiões do país, apesar de suas diferenças sociais, econômicas e culturais.